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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Eu Voltei...

Depois de séculos sem postar nada, resolvi aparecer neste blog. Dei uma atualizada nele, tirei algumas postagens que não cabem mais aqui e revi meu desafio dos 1001 dias. ( Até que eu já realizei muitas coisas rsrs)

Pra começar o ano com pé direito, resolvi participar do Desafio de Leitura 2013. Sei que não cumpri o de 2010, mas desafios sempre me impulsionam a ler mais. Em razão disso, tentarei cumprir o de 2013 até o fim.

Eis a minha lista:



Janeiro - Tema Livre Sem indicações
As Quatro Graças - Patrícia Gaffney
Fevereiro - Livros que nos façam rir
Samantha Sweet, Executiva do Lar - Sophie Kinsella
Março - Animais protagonistas
A Revolução dos Bichos -  George Orwell
Abril - Uma ou mais das quatro estações no título
Verão no lago - Trilogia Verão no Lago - Livro 1 - Susan Wiggs
Maio – Livro citado em filme
Orgulho e preconceito – Jane Austen
Junho - Romance Psicológico
A primeira vez - Joy Fielding
Julho - Cor ou cores no título
Dália Azul – Nora Roberts
Agosto - Vingança
Maldosas - Pretty Little Liars 1 – Sara Shepard
Setembro - Autores Portugueses Contemporâneos
O diário da tua ausência – Margarida Rebelo Pinto
Outubro - Histórias de superação
Souvenir - Therese Fowler
Novembro - Livros que foram banidos
As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky
Dezembro - Natal
Meia-Noite Mortal – J.D. Robbs

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Traição Mortal - Desafio Literário

Tema: Romance Policial
Mês: Agosto/2010
Título: Traição Mortal
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Nº de Páginas:420

Falar de Nora Roberts aqui no blog já está sendo redundância. Mas o que eu posso fazer, se ela ainda continua sendo a minha escritora favorita?

O mês de agosto do desafio literário teve como tema um livro policial. Minha primeira opção? Nora. 2ª opção? Nora também. Isso porque a Série Mortal consegue, por mais que alguns a achem repetitiva, prender a minha atenção.

No décimo segundo livro da série, Traição Mortal, a tenente Eve Dallas está de volta para impedir que um assassino de aluguel continue fazendo vítimas. Só que saber quem está matando as pessoas não adianta muito, o que Dallas precisava era descobrir quem era o mandante dos crimes, ainda mais que os mortos fazem parte do círculo de Roarke, e possivelmente, este poderia ser também uma vítima.

Além dos assassinatos, Eve também teve que lidar com dois agentes do FBI que queriam lhe tomar o caso, e com o coração partido de Peabody. Neste livro, Nora deu mais ênfase ao romance da assistente de Eve, o que é muito legal, pois mostra também a vida dos outros personagens, sem falar que é raxante ver a tenente fazendo papel de ombro amigo, dando conselhos. Eve fica toda sem jeito ao lidar com assuntos do coração. Espero que a Nora continue dando destaque aos personagens secundários e ainda sonho com o dia que ela irá terminar um livro com Eve e Roarke brigados para que a minha expectativa por um próximo livro aumente ainda mais.

Queria ter lido o livro reserva do desafio, mas como ele está emprestado, não pude fazer a leitura, mas assim que me devolverem, irei ler Sedução Mortal e já na expectativa por “Reencontro”





domingo, 11 de julho de 2010

Delírios de Consumo - Depoimento de uma “Becky Bloom” de livraria...


Já falei aqui em alguns posts anteriores do meu pior vício: Comprar livros. Não sei mais o que fazer. A cada dia a coisa piora. E o mais grave de tudo é que a Saraiva e o Submarino ficam me mandando e-mail, incentivando-me a cair na tentação.

Depois da loucura de ter comprado 8 livros de uma vez só, eu tinha prometido que levaria 6 meses sem comprar nada, mas eis que surge uma promoção na Saraiva e eu simplesmente não consigo me controlar.

Não resisti. E se eu não achasse mais uma promoção como aquela? Ai meu Deus!

Preciso de ajuda urgente! Repito: Quem souber de uma clínica de reabilitação para viciadas em comprar livros, avise-me.

Estou sofrendo deste mal. Mas na hora é tão bom...

É maravilhoso ver o carteiro chegar com minha caixa com meus livrinhos perfeitos *_*

Agora é tarde! Já comprei! O que me resta é apresentar meus novos bebês a vocês.

Tá vendo? Não tive como resistir. Já estava doida para lê-los. Aí eu consigo comprá-los com 40% de desconto.

Sem falar que fazia tempo que estava doida pra ler outro da Marian, mas como eles são caros, sempre resisti. Só que agora lançaram em formato de bolso.

E quanto a Pobre não tem sorte... A Leila Rego fez uma promoção no twitter e o comprei por 15 reais sem frete. Fala a verdade? Como poderia deixar escapar essa oportunidade?

Já li “A Última Música” e “Querido John”, agora vou devorar o restante.

Mas prometo que só comprarei mais livros depois que eu ler pelo menos a metade dos que tenho aqui em casa esperando-me na estante.

Vou conseguir! Um dia de cada vez...

PS: Qualquer dia desses mostro a minha estante para vocês.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Doidas e Santas - Desafio Literário


Tema:Escritora Brasileira
Mês: Junho/2010
Livro: Doidas e Santas
Autora: Martha Medeiros
Editora:L&PM Editores
Nº de páginas: 231

O mês de junho do Desafio Literário, tínhamos que escolher uma escritora brasileira. Confesso que apesar de ter feito o curso de letras, quase não leio muita coisa da literatura nacional, por isso, fiquei um pouco confusa pra escolher o livro desse mês.
Acabei optando pela Martha Medeiros devido a outro livro dela que li, cujo título deu nome ao meu blog. Porém, a pessoa lesada que vos fala não pesquisou pra saber se o livro era um romance, quando peguei e vi que era um livro de crônicas... Desanimei.

Nada contra crônicas. Gosto, mas não pra ler tudo de uma vez só, por isso demorei tanto para ler o livro deste mês. Fui lendo aos pouquinhos...

Mais uma vez Martha Medeiros me encantou com as suas palavras. Parece que ela sabe o que sentimos, o que pensamos. Me identifiquei com muitas de suas crônicas. Mas destaco duas:

Tristeza permitida

"
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos."

Às vezes a gente não acorda bem, estamos passando por um momento difícil e muitas vezes as pessoas não compreendem isso e tentam fazer de tudo para que possamos ficar numa boa ou acham que a gente tem “obrigação” de ficar bem. Mas queremos apenas viver também esses momentos de tristeza e melancolia.

Doidas e Santas

A crônica que deu nome ao livro também é uma das minhas preferidas.
Quando eu li a primeira fazer dizendo que toda mulher era doida e depois disse que não existe mulher santa, não concordei. Oxente! Eu não sou doida! Sou uma pessoa centrada, uma anjo de ternura...
Brincadeiras a parte... Martha tem razão. Somos sim doidas, se não somos, ficaremos um dia. Eu já me identifiquei ali, tenho mais de três características que ela citou. – fantasiosa, maníaca, dramática exagerada...

Eh... Acho que meu índice de loucura é alto...

"
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, às vezes, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga ai uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."

O livro tem mais crônicas legais como: 100 coisas, Um lugar para chorar, Do tempo da vergonha, A mulher banana, Tarde demais, nascemos...

Enfim... Gostei muito do livro, mas repito, não é algo pra você ler tudo de vez. São textos pra ir lendo aos poucos refletindo e se divertindo...


domingo, 20 de junho de 2010

Querido John: Mais do que uma triste história de amor


Acho que “Querido John” foi um dos livros mais aguardados por mim este ano. Desde que lançou e desde que vi o trailer do filme, fiquei ansiosa para ler. Assim que tive a oportunidade, comprei.

Estava ansiosa para lê-lo, porque nunca tinha lido nada do Nicholas Sparks, só tinha visto alguns filmes baseados em livros dele e como eu adorei todos os filmes, achei que ia valer muito à pena a leitura de “Querido John”. Tanto que nem assisti ao filme, porque não queria estragar a magia que o livro traz.

O livro conta a história de John, inicialmente um garoto rebelde, mas que depois se “encontra” no exército americano. Numa de suas licenças do exército, ele volta para casa e conhece Savannah, garota sensível e que está naquela cidade trabalhando como voluntária em construção de casas para pessoas carentes.

Um não tem nada a ver com o outro, são de mundos totalmente diferentes, mas o amor surge entre os dois.

Durante as duas semanas que ficaram juntos, John e Savannah viveram momentos inesquecíveis, trocaram juras de amor, prometeram trocar cartas e e-mails enquanto estavam longe um do outro, mas todas essas promessas e juras de amor não resistiram à distância. Não culpo a Savannah, sei o quanto é difícil você levar qualquer relacionamento quando se está longe. Eles tentaram, é verdade, mas é complicado. Ainda mais que o John alistou-se novamente e iria ficar mais alguns anos no exército.

Quando o John se alistou por causa do 11 de setembro, eu o xinguei muito. Não entendia esse patriotismo todo, mas depois quando você passa a analisar a situação e relembra o 11 de setembro, entende o porquê da atitude dele. Uma atitude muito bonita, por sinal. Não nego que mexeu muito comigo também quando ele leu a carta da Savannah, dizendo que amava outro homem, que queria terminar tudo com ele, eu não acreditava que ela estava fazendo aquilo. Mas depois passou, é possível entender a atitude dela.

A carta machucou muito John, porém eu vejo aquela carta e todo o relacionamento dos dois com outra perspectiva.

Pelos comentários que li em blogs, em algumas resenhas no skoob, a maioria exalta o amor entre John e Savannah, acharam lindo como eles se conheceram e as cartas que trocaram... tudo mais... Porém, o que mais me tocou no livro não foi o relacionamento dele com ela. O que mais me emocionou foi a história de John com o pai.

Talvez não tenha sido mesmo pra John ficar com Savannah, talvez o relacionamento deles foi para John entender o pai, saber conviver com ele, perceber que apesar de toda aquela dificuldade em se expressar, o pai o amava, amava mais do que ninguém. Na minha opinião, a grande beleza do livro não está no relacionamento de John e Savannah, mas sim, no relacionamento de John com o pai.

Derramei muitas lágrimas com as cenas dos dois, tanto que todas elas se sobrepõem a qualquer cena romântica dele com Savannah. Não quero dizer com isso que o amor deles não foi bonito. Foi! Mas o amor daquele pai e daquele filho superou qualquer amor entre homem e mulher. Por isso que acredito que o livro é mais do que uma triste história de amor, mais do que um amor que se perdeu por culpa da distância...

Enfim, adorei o livro, adorei a narrativa de Nicholas Sparks, a história é realmente apaixonante, te leva às lágrimas e com certeza, qualquer um que leia vai se emocionar.

Agora estou ansiosa para ler mais um livro dele. Que venha “A última música”.


Título: Querido John

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Novo Conceito

Nº de Páginas:276

domingo, 13 de junho de 2010

Memé: Reading Habits

Encontrei esse memé no blog Eu sou assim, da Tathy e resolvi respondê-lo. Esta semana eu quase não postei aqui, por falta de tempo e também porque ainda não me recuperei da crise de garganta. – agora passamos pra outra etapa, a falta de ar. Não suporto esse tempo frio.- Sendo assim, pensei em responder às perguntas abaixo hoje, para que quem não me conhece ou até mesmo quem me conhece, possa saber um pouquinho sobre meus hábitos de leitura. (Na verdade, eu não tinha idéia nem cabeça pra escrever nada mesmo. Kkk)

Vamos ao memé.

Você come enquanto lê? Se sim, comidinha preferida de leitura:

Deus me livre!!! Uma das coisas que tenho mais ciúmes é dos meus livros. Comer enquanto leio? Nem pensar. Do jeito que sou desastrada, é bem capaz de algo cair em uma página e sujar meu queridinho.

O que você gosta mais de beber enquanto lê?

Não bebo nada enquanto leio. Se eu tiver com sede, paro a leitura, fecho o livro e bebo água ou qualquer outra coisa.

Você costuma marcar o livro enquanto o lê, ou a ideia de escrever em livros te aterroriza?

Fico aterrorizada só em pensar nos meus livros riscados. Nem os livros da faculdade eu marco, só marco quando é Xerox. Não sou daquelas que têm o costume de anotar citações, trechos... Não fico muito presa a essas questões.

Como você marca onde parou enquanto está lendo? Marcadores? Orelhas nas páginas? Apoiando o livro aberto?

Eu já disse que sou ciumenta, né? Deixar meus livros muito abertos? Nem pensar. Orelhas? Quem fizer isso com um livro meu, comprará uma briga e nunca mais emprestarei a pessoa que fizer isso. Costumo usar marcadores. Quando não uso um que veio em algum livro, compro uns cartõezinhos na papelaria.

Ficção, não-ficção, ou ambos?

Eu leio de tudo. As únicas coisas que evito são autoajuda e literatura espírita. Autoajuda porque não gosto de gênero. Literatura espírita porque eu me impressiono muito. Já li muito romance de banca, às vezes ainda pego algum pra passar o tempo, gosto de literatura-infantil, afinal, também trabalho com isso, adoro um romance policial e ultimamente ando descobrindo o chic-lit.

Você tende a ler até o fim do capítulo, ou consegue parar de ler em qualquer lugar?

Eu prefiro ler o capítulo todo, mas caso não consiga fazer isso, paro de ler em qualquer lugar sem problema. Caso de fazer isso, pois uma grande parte do meu tempo de leitura é entre um intervalo da escola, numa consulta ao dentista...

Você é do tipo de pessoa que arremessa o livro longe ou no chão se o autor te irrita?

Nunca fiz isso. Coloco o livro no meu criado-mudo e deixo-o lá até me dá coragem de ler novamente.

Se você encontra uma palavra que não conhece, você para e vai procurar seus significado na hora?

Não! Eu continuo a leitura, pois muitas vezes o contexto em que a palavra está explica o seu significado.

O que você está lendo?

A mulher do viajante no tempo, Doidas e Santas e vou começar a ler Traída.

Qual foi o último livro que você comprou?

Servem 8? Sim! Eu sou viciada, exagerada e todos os adas possíveis. Segue a lista: A mulher do viajante no tempo, A sociedade literária e a torta de casca de batata, Querido John, O morro dos ventos uivantes, Como treinar seu dragão, Diários do vampiro – a fúria, A batalha do labirinto, Sedução Mortal.

Você é o tipo de pessoa que lê apenas um livro por vez, ou consegue ler mais de um?

Eu tento ler mais de um por vez, mas é complicado. Eu prefiro me focar em umahistória só. Ultimamente, estou lendo dois porque “Doidas e Santas são crônicas. Eu leio algumas por dia e não na sequência. Mas minha atenção maior está em “A mulher do viajante no tempo”.

Você tem um lugar/momento preferido para ler?

Eu leio em qualquer lugar, mas meu lugar preferido é meu quarto e em minha cama à noite ou de manhã cedo antes de ir trabalhar. Também gosto de ler deitada no sofá.

Você prefere séries ou livros únicos?

Não tenho preferências. O problema é que não consigo terminar todas as séries que comecei. Até agora, só consegui terminar a saga de "Crepúsculo".

Tem algum livro ou autor que você se vê recomendando sempre?

Nora Roberts. Sempre ela! Inclusive porque é a autora que mais leio e o meu nº maior de livros é dela.

Como você organiza seus livros? (por gênero, título, sobrenome de autor etc)

Os da Nora ficam todos juntinhos. Na verdade, os que tenho mais de um do mesmo autor, ficam juntos, os outros eu arrumo por tamanho.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Minha arte: Ser professora



“Uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão. Mas temos de ter cuidado para não deixarmos a diversão tornar-se demasiado penosa."

Friedrich Nietzsche


Hoje voltarei à origem do blog. Mudei o foco dele por esses dias – devido à minha paixão por leitura. Mas ele surgiu da necessidade de me expressar, de desabafar, e hoje, eu preciso disso.


Escolhi as palavras de Nietzsche para “ilustrar” um pouco o meu desabafo.

Há algum tempo atrás, eu não sabia direito pra que vestibular prestar, na minha cidade só tinha áreas ligadas a saúde ou magistério. Eu não queria nenhuma das duas, mas entre as opções que tinha, escolhi o curso de Letras. Minha profissão: professora.


Atualmente, as pessoas podem pensar que eu sou louca, pois, infelizmente professor no Brasil não é valorizado, passa o maior “perrengue”, muito trabalho e pouco dinheiro devido à carga horária de trabalho. Mas mesmo assim optei pela educação, visto que uma das minhas maiores paixões é o livro, a literatura.


Meu sonho na profissão: Ensinar literatura.

Objetivo: “Transformar” meus alunos em leitores.


Antes, eu pensava que ser professora de literatura era trabalhar com o Ensino Médio, ensinar todas aquelas escolas literárias, falar dos clássicos, convencer meus alunos a lerem os clássicos... Ficava muito decepcionada quando, em uma entrevista de emprego o coordenador só tinha para me oferecer gramática e nunca literatura. – logo eu que não suportava gramática.


Peguei a tal da gramática. Venho trabalhando com ela há algum tempo e hoje as pessoas olham pra minha cara e veem a gramática. – ainda acho que elas estão meio doidas, ainda cometo alguns errinhos, principalmente porque escrevo rápido e não releio. Falta de atenção total. – Pois então... Literatura? Nunca trabalhei com ela no EM e a vejo muito distante, pois por mais difícil que possa ser, estou gostando da tal da gramática. Assuntos que eu odiava, hoje amo – vide Orações Subordinadas e Análise Sintática.


Só que de uns tempos pra cá, eu venho refletindo acerca da minha profissão e vejo que na verdade, eu já realizei meu sonho. E ele foi realizado de uma forma muito melhor do que eu esperava. Não trabalho com aquelas escolas literárias que a gente estuda no EM, trabalho com literatura, todo tipo de livro, do conto de fadas ao clássico do vestibular, de "Crepúsculo" ao " O Segredo de Emma Corrigan". Sim!!! Meus alunos pesquisaram sobre o chic-lit e viram vários gêneros literários. – Ai se minha ex-professora de literatura souber disso...


Meu objetivo? Estou cumprindo... Já “transformei” alguns em leitores. O trabalho é árduo e contínuo, mas vale à pena.


Meu trabalho se transformou em uma diversão. Estou conseguindo o que eu queria, até mais do que eu queria. Só que ultimamente essa diversão está se tornando um tanto penosa – por isso o motivo da frase de Nietzsche.


Não é nenhuma soberba ou necessidade de “me achar” ou me vangloriar. Mas eu me entrego ao meu trabalho, me entrego de corpo e alma. Horas e horas procurando formas atrativas de trabalhar, dias e dias preparando projetos, gincanas... O esforço é grande, algumas vezes recompensador – principalmente quando você vê o entusiasmo do seu aluno. Porém, ultimamente, está demasiado penoso. Meu corpo que o diga.


Durante todo o feriado, eu estive adoentada – uma dor de garganta horrível, não conseguia nem sair da cama direito, principalmente no sábado, domingo e ontem. Por causa da infecção, ontem tive que ir pra emergência tomar injeção, soro e vim com uma receita cheia de cuidados que tenho que tomar. Até aí tudo bem...


A minha decepção foi hoje. É engraçado quando você faz tudo pelo seu trabalho, se dá 100%, e todo mundo fica satisfeito. No momento que você fraqueja um pouco, que precisa faltar um dia por razões médicas, parece que tudo o que você fez antes não é nada. As pessoas estão tão acostumadas a você ser 100, que você não pode ser 99. Hoje fiquei abismada quando, ao entregar meu atestado médico, fui questionada porque fui ao médico às 11h, perto do horário de aula. Como se eu tivesse ido naquele horário só pra não dar aula. Sendo que a razão não foi essa. Simplesmente eu não aguentei mais. – luto pra não ir ao médico.


Você fica chocada com as colocações de algumas pessoas. Eu simplesmente não acreditei.

Hoje eu me questionei... Será que vale à pena? Será que vale à pena você se entregar tanto a algo, sendo que você no fundo não passa de uma empregada, de uma “máquina” que vai gerar dinheiro para aquele patrão? Sai revoltada!


Agora, depois de escrever os primeiros parágrafos desse texto, eu acredito que vale à pena. Dá um desgosto às vezes, mas vale à pena. Vale pelo sorriso do seu aluno, pelo carinho que ele tem com você, pelo cuidado ao perguntar como você está, pelo se importar, pelo abraço... Mesmo na brincadeira: “Você tava morrendo ontem? Porque pra você não vir, você devia estar quase morrendo”. Eles perceberam. Isso é o que importa!


Minha arte: Ser professor.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

10º dia – O livro mais velho que tenho ou li - Final



Esse desafio foi muito gostoso de fazer, apesar de eu ter tido algumas dúvidas em relação a alguns livros, mas foi muito válido. Relembrei histórias que havia lido há muito tempo e tive que testar e muito a minha memória.

Seria válido ter outras categorias.... quem sabe num próximo. rs

Pra finalizar...

O livro mais velho que tenho, na verdade é uma coleção.

Ganhei da minha madrinha uma coleção de livros do Jorge Amado. A coleção é de alguma década que não me recordo, pois eu não era nascida e ela ainda era adolescente.

Quando eu entrei na faculdade, ela me presenteou com os livros de Jorge Amado. Disse que uma professora de literatura deveria ler as obras de um dos nossos escritores mais conhecidos.

Os livros já estão amarelinhos, mas estão muito bem guardados. Ainda não li todos, mas dos que li, o que mais gostei foi “Mar Morto”.

A história de Guma e Lívia é muito bonita. Sem dúvida, um dos melhores livros de Jorge.


9º dia - Série que mais gosto



Ontem eu ia postar, mas estava com tanta dor de cabeça e de garganta que nem conseguia raciocinar direito. Tentei até escrever alguma coisa, mas não conseguia, por isso não postei o 9º dia ontem. A gripe persiste, mas agora eu já estou melhor. Também... fiquei mais de 2 horas no soro com profenid, tomei duas injeções... Só poderia estar melhor mesmo. Rs
Como não postei ontem, vou colocar hoje os dois últimos dias que faltam, começando pela série que mais gosto.
Na verdade, eu evito ler um pouco séries, porque quando vicio, quero ter todos os livros. Algumas eu já gostei muito, mas acabei não lendo todas, vide “Harry Potter” e “O diário da Princesa”.
Comecei a ler Gossip, mas não passei do 1º livro. Quer dizer, nem li o 1º todo.
As únicas séries que persisto são “Diários do Vampiro”, “Percy Jackson” e por mais surpreendente que seja, li “Marcada” e quero continuar lendo a saga.
Creio que a única série que realmente terminei foi a dos Cullen. *_* (Sem falar das Trilogias de Nora.)
Fora essas, a minha série favorita, a que eu nunca consigo deixar de ler é a Série Mortal, da Nora Roberts. Eu amo demais aqueles livros, sou fã da Eve Dallas e de todos os personagens. Não minto quando digo que hoje leio nem tanto pelos assassinatos. Hoje, leio mais a série Mortal pra descobrir o que realmente aconteceu com Eve, quais os segredos da vida dela e de Roarke. Sem falar que adoro quando a Nora dá bastante ênfase no relacionamento dos dois.
É muito divertido ver a Eve toda “durona”, numa tentativa pra ser romântica.
Atualmente estou em "Traição Mortal", mas já com Sedução me esperando para ler.


sábado, 5 de junho de 2010

8º dia - Livro que menos recomendo





Meu Deus, por que não me fizeste como as outras? Por que me deste este coração exigente, soberbo e egoísta?Posso ser feliz como são tantas outras mulheres neste mundo...O amor...não é o néctar divino que sonhei,não; mas dizem que embriaga alma, e faz esquecer!

O livro que menos recomendo não é porque eu não gosto dele, pelo contrário, gosto muito, creio que já li umas cinco vezes no mínimo, mas muitos não gostam por ser um clássico da nossa literatura.

Podem me questionar o porquê de eu não recomendar já que adoro o livro... Pois aí vai a minha explicação: Não recomendo "Senhora", não porque o livro seja ruim, pelo contrário, não recomendo porque não gosto que as pessoas o critiquem, digam que a linguagem de Alencar é difícil, que tem muita descrição, que é muito chato. Não gosto que falem assim de um dos meus livros favoritos.

Eu até entendo alguns colegas ou alguns adolescentes quando falam mal de “Senhora”, pois eles estão acostumados a outro tipo de linguagem, estão acostumados a um outro tipo de narrativa, porém não sabem o que estão perdendo. O livro é uma das mais belas histórias de amor que já li. Amo Aurélia! É uma das minhas personagens femininas favoritas. Ela é poderosa, forte, determinada. Se mostra superior aos homens e faz com que Seixas pague por tudo o que fez a ela, que mesmo sofrendo, não consegue se dobrar ao seu orgulho. Isso até o final do livro... Se Alencar não tivesse morto, creio que o mataria. Como ele pôde fazer aquilo com ela? Tudo bem que o amor sempre vence, mas poderia ser de outra forma, né? O final é a única coisa que eu mudaria, porque Aurélia é diva, e diva não se rebaixa. rs


Quero ir a Guernsey...



Se eu tivesse visto o livro “A sociedade literária e a torta de casca de batata” em uma estante de uma livraria, não me interessaria por ele, devo confessar. O nome é estranho (A Nanda ainda não se conforma com o título), não chamaria a minha atenção e eu pensaria que a história é muito chata. Mas como ele foi indicado pela Vanessa, eu até parei pra saber um pouco mais dele. Procurei no skoob e li algumas resenhas, todas elogiando o livro.

Como sempre... Me rendi e comprei. De todos os livros que chegaram, ele foi o primeiro que peguei, pois estava muito curiosa. Depois de ter lido “Onde terminam os arco-íris”, queria muito ler outro livro escrito em forma de cartas.

“A sociedade literária e a torta de casca de batata” me encantou totalmente. O livro começa com trocas de cartas entre Juliet e Sidney. Ela, uma escritora que procura um tema para o seu próximo livro; ele, seu editor e amigo.

Um dia, Juliet recebe uma carta de um tal Dawsey Adams, de Guernsey, falando sobre um livro de Charles Lamb. Esta foi a primeira das muitas cartas. Dawsey escreveu para Juliet acerca da sociedade literária, deixando-a curiosa. Com o passar do tempo, outras pessoas da sociedade foram escrevendo para Juliet, eles vão trocando informações e a gente vai se apaixonando pelo jeito tímido de Dawsey.

À medida que você vai lendo as cartas trocadas, vai se encantando por cada personagem, solidarizando-se com a dor deles, compartilhando as leituras, querendo fazer parte daquela sociedade para poder partilhar também as suas leituras. Assim como Juliet, você quer ser amiga de Isola e deixar que esta analise as suas protuberâncias da cabeça, quer que Kit te aceite e tenha confiança, quer ser defendida por Amelia e conhecer a fantástica Elizabeth. Dá vontade de pegar o primeiro navio para Guernsey e conhecer aquela ilha maravilhosa, poder sentir o cheiro da brisa do mar e experimentar a esquisita torta de casca de batata.

Uma das mais belas histórias que li, “A sociedade literária e a torta de casca de batata” ainda confirma tudo o que eu sempre soube sobre leitura. Ela é capaz de nos libertar de muitas dores e unir as pessoas. A leitura é muitas vezes um bálsamo e uma companhia valiosa para os momentos de solidão.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

6º dia – O livro que menos me chamou atenção



Há alguns livros que as pessoas falam, dizem que é maravilhoso, mas não me chamam a atenção nem um pouco. Principalmente quando são livros de autoajuda – gênero que não me enche os olhos. Mas a minha birra maior é com Paulo Coelho. Nenhum livro dele me chama a atenção.

Quando foi lançado “O diário de um mago”, todo mundo comentava, dizia que o livro era excelente, mas nunca tive curiosidade pra ler. Só que de tanto do autor, acabei pegando na biblioteca da escola “O Alquimista”. Não passei da décima página – desisti.

Fiz uma nova tentativa – peguei “Brida” –, até que eu li o livro todo, mas pense num castigo que foi aquela leitura. Desisti de Paulo Coelho mais uma vez, e por mais que ele lance livros comentadíssimos, nenhum deles me chama atenção.

Entretanto... por causa de uma amiga que gosta dos livros dele e me pediu para dar uma chance à “Veronika decide morrer “- A Iarla até me mandou o livro - ele está na minha lista de leitura e vou lê-lo ainda este ano. Confesso que não me chama nenhum pouco a atenção, mas como ela me deu com tanto carinho e me disse que a história é muito boa, darei uma última chance ao escritor.

Assim que terminar a leitura, venho comentar o que achei e se eu desisto definitivamente de Paulo Coelho.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Segredo de Emma Corrigan



Desafio Literário: Maio/2010 - Livro reserva
Tema: Chick-Lit
Autor do Livro: Sophie kinsella
Editora: Record
Nº de páginas: 383


Aleluia!!! Desta vez foi diferente. Li um livro que não me decepcionou. Depois de duas tentativas frustradas (vide Opúsculo e Virgem por acaso), encontrei um livro que realmente me fez sorrir. Sorrir apenas, não. Me fez dar gargalhadas.

“O segredo de Emma Corrigan” foi o segundo livro da Kinsella que li. (O primeiro foi “Lembra de mim?”) Escolhi e comprei o livro por indicação de uma amiga. (Tá vendo, Iarla? Não será dessa vez que irei te xingar, mas se “Marcada” for ruim, irei te “esculhambar” aqui. KKKKK) Brincadeiras a parte e voltando ao livro... “O segredo...” é muito divertido. Eu já estava meio que com o pé atrás com livros do gênero, mas a Kinsella me surpreendeu, pois na verdade, eu não esperava muito. Esperava algo parecido com “Lembra de mim?”. Porém, devo confessar que a Emma é muito mais engraçada que a Lexi e as suas tiradas são hilárias.

A história começa quando a “pobre” Emma, ao se ver “no caminho da luz” revela todos os seus segredos mais íntimos ao cara que está sentado ao seu lado no avião. Emma, no auge do seu desespero, sente que necessita colocar tudo pra fora. O que ela não imaginava era que o avião poderia não cair, e muito menos que o carinha pra quem ela praticamente “entregou toda a sua vida” era nada mais, nada menos que o seu chefe.

Já pensou? Você contar todos os seus segredos – e olha que Emma tinha MUITOS segredos – para o seu chefe?

Que sina a dela! Além de ter uma família “ausente”, em que a idolatrada é uma prima insuportável a quem é comparada e incentivada a seguir como exemplo, não ser muito bem sucedida no trabalho e uma colega que se sente a sua chefa, e outra de apartamento que é completamente maluca, Emma ainda passa pela desventura de ter se exposto tanto para Jack Haper, dono da empresa em que trabalha, mas que não conhecia.
Pensando que tudo poderia ruir, Emma tentou fugir de Jack o máximo que pôde, mas apesar do que ela poderia imaginar, na verdade, os seus segredos acabam inspirando-o. Emma o inspira e eles se envolvem à medida que vão se conhecendo. Quer dizer... Jack já conhece tudo sobre Emma, esta que não sabe nada sobre ele, pois o carinha é dado a ter seus segredos também.

Uma história deliciosa de se ler, com confusões, tiradas irônicas, leve e uma narrativa dinâmica, “O segredo...” me "prendeu" do início ao fim. Emma é um pouquinho de cada uma de nós. Quem não tem os seus segredos? Quem nunca mentiu pra agradar alguém? Quem nunca quebrou algo e fingiu que não soube de nada? Quem nunca mentiu o peso? Quem nunca disse que adorou um presente e simplesmente detestou? – Eita! Quase que me empolgo e conto alguns segredinhos meus.
Creio que por isso que Emma me cativou tanto, pois ela é muito parecida com qualquer uma de nós. Além de ser simpática, super bem-humorada e um pouquinho neurótica, dando à história um humor maior.

“O segredo de Emma Corrigan” despertou em mim a vontade de ler mais livros da Kinsella. Não sei se gostarei dos outros, mas acho que vale a pena tentar. Pelo menos, desta vez, eu realmente me diverti com a leitura.

Agora é começar a leitura de "Doidas e Santas", da Martha Medeiros para o desafio do próximo mês.