Pra começar o ano com pé direito, resolvi participar do Desafio de Leitura 2013. Sei que não cumpri o de 2010, mas desafios sempre me impulsionam a ler mais. Em razão disso, tentarei cumprir o de 2013 até o fim.
Eis a minha lista:
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo." Cecília Meireles
Tema: Romance PolicialFalar de Nora Roberts aqui no blog já está sendo redundância. Mas o que eu posso fazer, se ela ainda continua sendo a minha escritora favorita?
O mês de agosto do desafio literário teve como tema um livro policial. Minha primeira opção? Nora. 2ª opção? Nora também. Isso porque a Série Mortal consegue, por mais que alguns a achem repetitiva, prender a minha atenção.
No décimo segundo livro da série, Traição Mortal, a tenente Eve Dallas está de volta para impedir que um assassino de aluguel continue fazendo vítimas. Só que saber quem está matando as pessoas não adianta muito, o que Dallas precisava era descobrir quem era o mandante dos crimes, ainda mais que os mortos fazem parte do círculo de Roarke, e possivelmente, este poderia ser também uma vítima.
Além dos assassinatos, Eve também teve que lidar com dois agentes do FBI que queriam lhe tomar o caso, e com o coração partido de Peabody. Neste livro, Nora deu mais ênfase ao romance da assistente de Eve, o que é muito legal, pois mostra também a vida dos outros personagens, sem falar que é raxante ver a tenente fazendo papel de ombro amigo, dando conselhos. Eve fica toda sem jeito ao lidar com assuntos do coração. Espero que a Nora continue dando destaque aos personagens secundários e ainda sonho com o dia que ela irá terminar um livro com Eve e Roarke brigados para que a minha expectativa por um próximo livro aumente ainda mais.
Queria ter lido o livro reserva do desafio, mas como ele está emprestado, não pude fazer a leitura, mas assim que me devolverem, irei ler Sedução Mortal e já na expectativa por “Reencontro”


Já falei aqui em alguns posts anteriores do meu pior vício: Comprar livros. Não sei mais o que fazer. A cada dia a coisa piora. E o mais grave de tudo é que a Saraiva e o Submarino ficam me mandando e-mail, incentivando-me a cair na tentação.
Depois da loucura de ter comprado 8 livros de uma vez só, eu tinha prometido que levaria 6 meses sem comprar nada, mas eis que surge uma promoção na Saraiva e eu simplesmente não consigo me controlar.
Não resisti. E se eu não achasse mais uma promoção como aquela? Ai meu Deus!
Preciso de ajuda urgente! Repito: Quem souber de uma clínica de reabilitação para viciadas em comprar livros, avise-me.
Estou sofrendo deste mal. Mas na hora é tão bom...
É maravilhoso ver o carteiro chegar com minha caixa com meus livrinhos perfeitos *_*
Agora é tarde! Já comprei! O que me resta é apresentar meus novos bebês a vocês.
Tá vendo? Não tive como resistir. Já estava doida para lê-los. Aí eu consigo comprá-los com 40% de desconto.
Sem falar que fazia tempo que estava doida pra ler outro da Marian, mas como eles são caros, sempre resisti. Só que agora lançaram em formato de bolso.
E quanto a Pobre não tem sorte... A Leila Rego fez uma promoção no twitter e o comprei por 15 reais sem frete. Fala a verdade? Como poderia deixar escapar essa oportunidade?
Já li “A Última Música” e “Querido John”, agora vou devorar o restante.
Mas prometo que só comprarei mais livros depois que eu ler pelo menos a metade dos que tenho aqui em casa esperando-me na estante.
Vou conseguir! Um dia de cada vez...
PS: Qualquer dia desses mostro a minha estante para vocês.


Acho que “Querido John” foi um dos livros mais aguardados por mim este ano. Desde que lançou e desde que vi o trailer do filme, fiquei ansiosa para ler. Assim que tive a oportunidade, comprei.
Estava ansiosa para lê-lo, porque nunca tinha lido nada do Nicholas Sparks, só tinha visto alguns filmes baseados em livros dele e como eu adorei todos os filmes, achei que ia valer muito à pena a leitura de “Querido John”. Tanto que nem assisti ao filme, porque não queria estragar a magia que o livro traz.
O livro conta a história de John, inicialmente um garoto rebelde, mas que depois se “encontra” no exército americano. Numa de suas licenças do exército, ele volta para casa e conhece Savannah, garota sensível e que está naquela cidade trabalhando como voluntária em construção de casas para pessoas carentes.
Um não tem nada a ver com o outro, são de mundos totalmente diferentes, mas o amor surge entre os dois.
Durante as duas semanas que ficaram juntos, John e Savannah viveram momentos inesquecíveis, trocaram juras de amor, prometeram trocar cartas e e-mails enquanto estavam longe um do outro, mas todas essas promessas e juras de amor não resistiram à distância. Não culpo a Savannah, sei o quanto é difícil você levar qualquer relacionamento quando se está longe. Eles tentaram, é verdade, mas é complicado. Ainda mais que o John alistou-se novamente e iria ficar mais alguns anos no exército.
Quando o John se alistou por causa do 11 de setembro, eu o xinguei muito. Não entendia esse patriotismo todo, mas depois quando você passa a analisar a situação e relembra o 11 de setembro, entende o porquê da atitude dele. Uma atitude muito bonita, por sinal. Não nego que mexeu muito comigo também quando ele leu a carta da Savannah, dizendo que amava outro homem, que queria terminar tudo com ele, eu não acreditava que ela estava fazendo aquilo. Mas depois passou, é possível entender a atitude dela.
A carta machucou muito John, porém eu vejo aquela carta e todo o relacionamento dos dois com outra perspectiva.
Pelos comentários que li em blogs, em algumas resenhas no skoob, a maioria exalta o amor entre John e Savannah, acharam lindo como eles se conheceram e as cartas que trocaram... tudo mais... Porém, o que mais me tocou no livro não foi o relacionamento dele com ela. O que mais me emocionou foi a história de John com o pai.
Talvez não tenha sido mesmo pra John ficar com Savannah, talvez o relacionamento deles foi para John entender o pai, saber conviver com ele, perceber que apesar de toda aquela dificuldade em se expressar, o pai o amava, amava mais do que ninguém. Na minha opinião, a grande beleza do livro não está no relacionamento de John e Savannah, mas sim, no relacionamento de John com o pai.
Derramei muitas lágrimas com as cenas dos dois, tanto que todas elas se sobrepõem a qualquer cena romântica dele com Savannah. Não quero dizer com isso que o amor deles não foi bonito. Foi! Mas o amor daquele pai e daquele filho superou qualquer amor entre homem e mulher. Por isso que acredito que o livro é mais do que uma triste história de amor, mais do que um amor que se perdeu por culpa da distância...
Enfim, adorei o livro, adorei a narrativa de Nicholas Sparks, a história é realmente apaixonante, te leva às lágrimas e com certeza, qualquer um que leia vai se emocionar.
Agora estou ansiosa para ler mais um livro dele. Que venha “A última música”.
Título: Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Nº de Páginas:276
Encontrei esse memé no blog Eu sou assim, da Tathy e resolvi respondê-lo. Esta semana eu quase não postei aqui, por falta de tempo e também porque ainda não me recuperei da crise de garganta. – agora passamos pra outra etapa, a falta de ar. Não suporto esse tempo frio.- Sendo assim, pensei em responder às perguntas abaixo hoje, para que quem não me conhece ou até mesmo quem me conhece, possa saber um pouquinho sobre meus hábitos de leitura. (Na verdade, eu não tinha idéia nem cabeça pra escrever nada mesmo. Kkk)
Vamos ao memé.
Você come enquanto lê? Se sim, comidinha preferida de leitura:
Deus me livre!!! Uma das coisas que tenho mais ciúmes é dos meus livros. Comer enquanto leio? Nem pensar. Do jeito que sou desastrada, é bem capaz de algo cair em uma página e sujar meu queridinho.
O que você gosta mais de beber enquanto lê?
Não bebo nada enquanto leio. Se eu tiver com sede, paro a leitura, fecho o livro e bebo água ou qualquer outra coisa.
Você costuma marcar o livro enquanto o lê, ou a ideia de escrever em livros te aterroriza?
Fico aterrorizada só em pensar nos meus livros riscados. Nem os livros da faculdade eu marco, só marco quando é Xerox. Não sou daquelas que têm o costume de anotar citações, trechos... Não fico muito presa a essas questões.
Como você marca onde parou enquanto está lendo? Marcadores? Orelhas nas páginas? Apoiando o livro aberto?
Eu já disse que sou ciumenta, né? Deixar meus livros muito abertos? Nem pensar. Orelhas? Quem fizer isso com um livro meu, comprará uma briga e nunca mais emprestarei a pessoa que fizer isso. Costumo usar marcadores. Quando não uso um que veio em algum livro, compro uns cartõezinhos na papelaria.
Ficção, não-ficção, ou ambos?
Eu leio de tudo. As únicas coisas que evito são autoajuda e literatura espírita. Autoajuda porque não gosto de gênero. Literatura espírita porque eu me impressiono muito. Já li muito romance de banca, às vezes ainda pego algum pra passar o tempo, gosto de literatura-infantil, afinal, também trabalho com isso, adoro um romance policial e ultimamente ando descobrindo o chic-lit.
Você tende a ler até o fim do capítulo, ou consegue parar de ler em qualquer lugar?
Eu prefiro ler o capítulo todo, mas caso não consiga fazer isso, paro de ler em qualquer lugar sem problema. Caso de fazer isso, pois uma grande parte do meu tempo de leitura é entre um intervalo da escola, numa consulta ao dentista...
Você é do tipo de pessoa que arremessa o livro longe ou no chão se o autor te irrita?
Nunca fiz isso. Coloco o livro no meu criado-mudo e deixo-o lá até me dá coragem de ler novamente.
Se você encontra uma palavra que não conhece, você para e vai procurar seus significado na hora?
Não! Eu continuo a leitura, pois muitas vezes o contexto em que a palavra está explica o seu significado.
O que você está lendo?
A mulher do viajante no tempo, Doidas e Santas e vou começar a ler Traída.
Qual foi o último livro que você comprou?
Servem 8? Sim! Eu sou viciada, exagerada e todos os adas possíveis. Segue a lista: A mulher do viajante no tempo, A sociedade literária e a torta de casca de batata, Querido John, O morro dos ventos uivantes, Como treinar seu dragão, Diários do vampiro – a fúria, A batalha do labirinto, Sedução Mortal.
Você é o tipo de pessoa que lê apenas um livro por vez, ou consegue ler mais de um?
Eu tento ler mais de um por vez, mas é complicado. Eu prefiro me focar em umahistória só. Ultimamente, estou lendo dois porque “Doidas e Santas são crônicas. Eu leio algumas por dia e não na sequência. Mas minha atenção maior está em “A mulher do viajante no tempo”.
Você tem um lugar/momento preferido para ler?
Eu leio em qualquer lugar, mas meu lugar preferido é meu quarto e em minha cama à noite ou de manhã cedo antes de ir trabalhar. Também gosto de ler deitada no sofá.
Você prefere séries ou livros únicos?
Não tenho preferências. O problema é que não consigo terminar todas as séries que comecei. Até agora, só consegui terminar a saga de "Crepúsculo".
Tem algum livro ou autor que você se vê recomendando sempre?
Nora Roberts. Sempre ela! Inclusive porque é a autora que mais leio e o meu nº maior de livros é dela.
Como você organiza seus livros? (por gênero, título, sobrenome de autor etc)
Os da Nora ficam todos juntinhos. Na verdade, os que tenho mais de um do mesmo autor, ficam juntos, os outros eu arrumo por tamanho.

“Uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão. Mas temos de ter cuidado para não deixarmos a diversão tornar-se demasiado penosa."
Friedrich Nietzsche
Hoje voltarei à origem do blog. Mudei o foco dele por esses dias – devido à minha paixão por leitura. Mas ele surgiu da necessidade de me expressar, de desabafar, e hoje, eu preciso disso.
Escolhi as palavras de Nietzsche para “ilustrar” um pouco o meu desabafo.
Há algum tempo atrás, eu não sabia direito pra que vestibular prestar, na minha cidade só tinha áreas ligadas a saúde ou magistério. Eu não queria nenhuma das duas, mas entre as opções que tinha, escolhi o curso de Letras. Minha profissão: professora.
Atualmente, as pessoas podem pensar que eu sou louca, pois, infelizmente professor no Brasil não é valorizado, passa o maior “perrengue”, muito trabalho e pouco dinheiro devido à carga horária de trabalho. Mas mesmo assim optei pela educação, visto que uma das minhas maiores paixões é o livro, a literatura.
Meu sonho na profissão: Ensinar literatura.
Objetivo: “Transformar” meus alunos em leitores.
Antes, eu pensava que ser professora de literatura era trabalhar com o Ensino Médio, ensinar todas aquelas escolas literárias, falar dos clássicos, convencer meus alunos a lerem os clássicos... Ficava muito decepcionada quando, em uma entrevista de emprego o coordenador só tinha para me oferecer gramática e nunca literatura. – logo eu que não suportava gramática.
Peguei a tal da gramática. Venho trabalhando com ela há algum tempo e hoje as pessoas olham pra minha cara e veem a gramática. – ainda acho que elas estão meio doidas, ainda cometo alguns errinhos, principalmente porque escrevo rápido e não releio. Falta de atenção total. – Pois então... Literatura? Nunca trabalhei com ela no EM e a vejo muito distante, pois por mais difícil que possa ser, estou gostando da tal da gramática. Assuntos que eu odiava, hoje amo – vide Orações Subordinadas e Análise Sintática.
Só que de uns tempos pra cá, eu venho refletindo acerca da minha profissão e vejo que na verdade, eu já realizei meu sonho. E ele foi realizado de uma forma muito melhor do que eu esperava. Não trabalho com aquelas escolas literárias que a gente estuda no EM, trabalho com literatura, todo tipo de livro, do conto de fadas ao clássico do vestibular, de "Crepúsculo" ao " O Segredo de Emma Corrigan". Sim!!! Meus alunos pesquisaram sobre o chic-lit e viram vários gêneros literários. – Ai se minha ex-professora de literatura souber disso...
Meu objetivo? Estou cumprindo... Já “transformei” alguns em leitores. O trabalho é árduo e contínuo, mas vale à pena.
Meu trabalho se transformou em uma diversão. Estou conseguindo o que eu queria, até mais do que eu queria. Só que ultimamente essa diversão está se tornando um tanto penosa – por isso o motivo da frase de Nietzsche.
Não é nenhuma soberba ou necessidade de “me achar” ou me vangloriar. Mas eu me entrego ao meu trabalho, me entrego de corpo e alma. Horas e horas procurando formas atrativas de trabalhar, dias e dias preparando projetos, gincanas... O esforço é grande, algumas vezes recompensador – principalmente quando você vê o entusiasmo do seu aluno. Porém, ultimamente, está demasiado penoso. Meu corpo que o diga.
Durante todo o feriado, eu estive adoentada – uma dor de garganta horrível, não conseguia nem sair da cama direito, principalmente no sábado, domingo e ontem. Por causa da infecção, ontem tive que ir pra emergência tomar injeção, soro e vim com uma receita cheia de cuidados que tenho que tomar. Até aí tudo bem...
A minha decepção foi hoje. É engraçado quando você faz tudo pelo seu trabalho, se dá 100%, e todo mundo fica satisfeito. No momento que você fraqueja um pouco, que precisa faltar um dia por razões médicas, parece que tudo o que você fez antes não é nada. As pessoas estão tão acostumadas a você ser 100, que você não pode ser 99. Hoje fiquei abismada quando, ao entregar meu atestado médico, fui questionada porque fui ao médico às 11h, perto do horário de aula. Como se eu tivesse ido naquele horário só pra não dar aula. Sendo que a razão não foi essa. Simplesmente eu não aguentei mais. – luto pra não ir ao médico.
Você fica chocada com as colocações de algumas pessoas. Eu simplesmente não acreditei.
Hoje eu me questionei... Será que vale à pena? Será que vale à pena você se entregar tanto a algo, sendo que você no fundo não passa de uma empregada, de uma “máquina” que vai gerar dinheiro para aquele patrão? Sai revoltada!
Agora, depois de escrever os primeiros parágrafos desse texto, eu acredito que vale à pena. Dá um desgosto às vezes, mas vale à pena. Vale pelo sorriso do seu aluno, pelo carinho que ele tem com você, pelo cuidado ao perguntar como você está, pelo se importar, pelo abraço... Mesmo na brincadeira: “Você tava morrendo ontem? Porque pra você não vir, você devia estar quase morrendo”. Eles perceberam. Isso é o que importa!
Minha arte: Ser professor.

Esse desafio foi muito gostoso de fazer, apesar de eu ter tido algumas dúvidas em relação a alguns livros, mas foi muito válido. Relembrei histórias que havia lido há muito tempo e tive que testar e muito a minha memória.
Seria válido ter outras categorias.... quem sabe num próximo. rs
Pra finalizar...
O livro mais velho que tenho, na verdade é uma coleção.
Ganhei da minha madrinha uma coleção de livros do Jorge Amado. A coleção é de alguma década que não me recordo, pois eu não era nascida e ela ainda era adolescente.
Quando eu entrei na faculdade, ela me presenteou com os livros de Jorge Amado. Disse que uma professora de literatura deveria ler as obras de um dos nossos escritores mais conhecidos.
Os livros já estão amarelinhos, mas estão muito bem guardados. Ainda não li todos, mas dos que li, o que mais gostei foi “Mar Morto”.
A história de Guma e Lívia é muito bonita. Sem dúvida, um dos melhores livros de Jorge.


Meu Deus, por que não me fizeste como as outras? Por que me deste este coração exigente, soberbo e egoísta?Posso ser feliz como são tantas outras mulheres neste mundo...O amor...não é o néctar divino que sonhei,não; mas dizem que embriaga alma, e faz esquecer!
O livro que menos recomendo não é porque eu não gosto dele, pelo contrário, gosto muito, creio que já li umas cinco vezes no mínimo, mas muitos não gostam por ser um clássico da nossa literatura.
Podem me questionar o porquê de eu não recomendar já que adoro o livro... Pois aí vai a minha explicação: Não recomendo "Senhora", não porque o livro seja ruim, pelo contrário, não recomendo porque não gosto que as pessoas o critiquem, digam que a linguagem de Alencar é difícil, que tem muita descrição, que é muito chato. Não gosto que falem assim de um dos meus livros favoritos.
Eu até entendo alguns colegas ou alguns adolescentes quando falam mal de “Senhora”, pois eles estão acostumados a outro tipo de linguagem, estão acostumados a um outro tipo de narrativa, porém não sabem o que estão perdendo. O livro é uma das mais belas histórias de amor que já li. Amo Aurélia! É uma das minhas personagens femininas favoritas. Ela é poderosa, forte, determinada. Se mostra superior aos homens e faz com que Seixas pague por tudo o que fez a ela, que mesmo sofrendo, não consegue se dobrar ao seu orgulho. Isso até o final do livro... Se Alencar não tivesse morto, creio que o mataria. Como ele pôde fazer aquilo com ela? Tudo bem que o amor sempre vence, mas poderia ser de outra forma, né? O final é a única coisa que eu mudaria, porque Aurélia é diva, e diva não se rebaixa. rs

Se eu tivesse visto o livro “A sociedade literária e a torta de casca de batata” em uma estante de uma livraria, não me interessaria por ele, devo confessar. O nome é estranho (A Nanda ainda não se conforma com o título), não chamaria a minha atenção e eu pensaria que a história é muito chata. Mas como ele foi indicado pela Vanessa, eu até parei pra saber um pouco mais dele. Procurei no skoob e li algumas resenhas, todas elogiando o livro.
Como sempre... Me rendi e comprei. De todos os livros que chegaram, ele foi o primeiro que peguei, pois estava muito curiosa. Depois de ter lido “Onde terminam os arco-íris”, queria muito ler outro livro escrito em forma de cartas.
“A sociedade literária e a torta de casca de batata” me encantou totalmente. O livro começa com trocas de cartas entre Juliet e Sidney. Ela, uma escritora que procura um tema para o seu próximo livro; ele, seu editor e amigo.
Um dia, Juliet recebe uma carta de um tal Dawsey Adams, de Guernsey, falando sobre um livro de Charles Lamb. Esta foi a primeira das muitas cartas. Dawsey escreveu para Juliet acerca da sociedade literária, deixando-a curiosa. Com o passar do tempo, outras pessoas da sociedade foram escrevendo para Juliet, eles vão trocando informações e a gente vai se apaixonando pelo jeito tímido de Dawsey.
À medida que você vai lendo as cartas trocadas, vai se encantando por cada personagem, solidarizando-se com a dor deles, compartilhando as leituras, querendo fazer parte daquela sociedade para poder partilhar também as suas leituras. Assim como Juliet, você quer ser amiga de Isola e deixar que esta analise as suas protuberâncias da cabeça, quer que Kit te aceite e tenha confiança, quer ser defendida por Amelia e conhecer a fantástica Elizabeth. Dá vontade de pegar o primeiro navio para Guernsey e conhecer aquela ilha maravilhosa, poder sentir o cheiro da brisa do mar e experimentar a esquisita torta de casca de batata.
Uma das mais belas histórias que li, “A sociedade literária e a torta de casca de batata” ainda confirma tudo o que eu sempre soube sobre leitura. Ela é capaz de nos libertar de muitas dores e unir as pessoas. A leitura é muitas vezes um bálsamo e uma companhia valiosa para os momentos de solidão.

Há alguns livros que as pessoas falam, dizem que é maravilhoso, mas não me chamam a atenção nem um pouco. Principalmente quando são livros de autoajuda – gênero que não me enche os olhos. Mas a minha birra maior é com Paulo Coelho. Nenhum livro dele me chama a atenção.
Quando foi lançado “O diário de um mago”, todo mundo comentava, dizia que o livro era excelente, mas nunca tive curiosidade pra ler. Só que de tanto do autor, acabei pegando na biblioteca da escola “O Alquimista”. Não passei da décima página – desisti.
Fiz uma nova tentativa – peguei “Brida” –, até que eu li o livro todo, mas pense num castigo que foi aquela leitura. Desisti de Paulo Coelho mais uma vez, e por mais que ele lance livros comentadíssimos, nenhum deles me chama atenção.
Entretanto... por causa de uma amiga que gosta dos livros dele e me pediu para dar uma chance à “Veronika decide morrer “- A Iarla até me mandou o livro - ele está na minha lista de leitura e vou lê-lo ainda este ano. Confesso que não me chama nenhum pouco a atenção, mas como ela me deu com tanto carinho e me disse que a história é muito boa, darei uma última chance ao escritor.
Assim que terminar a leitura, venho comentar o que achei e se eu desisto definitivamente de Paulo Coelho.


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Há algum tempo ganhei um livro da Martha Medeiros cujo título é Tudo o que eu queria te dizer. No livro, ela descrevia várias situações e histórias de pessoas comuns como nós que por muitas vezes deixaram de dizer algo a alguém por insegurança, por medo, por não ter oportunidades, por termos sidos impedidos, por não der dado tempo ou simplesmente pela necessidade de calar-se.
Muitas vezes passei por algumas dessas situações, e isso me levou a sentir uma necessidade enorme de colocar pra fora as coisas que eu realmente gostaria de dizer e talvez com isso pudesse me entender, entender o outro e me sentir melhor.
Pelo menos tentar...
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