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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Meu vício...


"Todo prazer é um vício, porque buscar prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz."

Fernando Pessoa


Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" ) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem.



Atualmente estou com um sério problema. Sou uma pessoa viciada, admito! Eu tento, juro que tento me libertar do vício, mas não consigo. É mais forte do que eu. Ainda mais quando eu vejo aqueles números abaixo do normal, meus olhinhos ficam vidrados e brilham. Pareço cachorro na frente daquele forno de frangos, sentindo aquele cheiro delicioso e louco pra atacar.

Não sinto o cheiro, mas fico imaginando quantas viagens eu posso fazer, quantas personagens eu poderei conhecer, por quantas aventuras irei passar... Sim! Assumo! Sou uma viciada em comprar livros!!! Tenho que parar com isso, já estou tendo prejuízo, mas como se controlar quando você se depara com uma promoção? Quem tiver a resposta para essa pergunta, por favor, me diga.

Hoje eu entendo perfeitamente a Becky Bloom (personagem de Sophie Kinsella – Os delírios de consumo de Beck Bloom), é quase impossível você resistir a uma promoção. É como se eles estivessem ali pra você. Chamando por você. A vozinha fica ali nos tentando... "Eu sou uma história boa, você vai gostar, vai se divertir, vai se emocionar... "E lá vou eu... pego o cartão e dou adeus à sanidade.

O meu drama piora, não é só porque eu vivo comprando livros... É porque simplesmente não tenho tempo para ler todos. Pense na lista ENORME dos livros que tenho e ainda NÃO li.

Eu estou voltando a ler como antes, estou lendo mais do que o ano passado, mas o meu tempo ainda anda corrido, só que não estou conseguindo dar conta dos livros que tenho.

É estranha essa minha relação com os livros. Eu não sei explicar. Muitos deles, não tenho muita pressa para ler, quero apenas ter. Não importa se ele vai ficar ali guardado por dois meses, cinco meses ou um ano. Me conforta sa ber que ele está ali e a qualquer dia vou lê-lo.

Gente, eu não sou doida! Eu só amo ter livros, tocá-los, saber que eles estarão ali quando eu quiser ler, quando me der vontade de me entregar àquelas palavras.

Compro os livros porque quero tê-los. Tanto que tem uns que eu já li, mas eu gostei tanto da história que acabei comprando.

Senhor!!!! Será que isso é caso de internamento? Tem uma Associação dos Compradores de Livros Anônimos?

Nem quero lembrar quanto gastei com livros este ano, senão aí que vou ter a verdadeira noção do prejuízo. (Se bem que pra mim, não é prejuízo. É um investimento pra minha intelectualidade. Kkkkk ) Mas eu parei por esse mês. Não vou comprar mais livros. (pelo menos até agosto) Fiz uma promessa a mim mesma! Afinal, tenho esta grande lista para ler:


1-Preciso te contar uma coisa – Melissa Hill

2-Três destinos – Nora Roberts

3-Julgamento Mortal – Nora Roberts

4-Traição Mortal – Nora Roberts

5-O Vinhedo – Bárbara Delinsky

6-A Vizinha – Bárbara Delinsky

7-Virgem por acaso – Valerie Frankel

8-Os delírios de consumo de Becky Bloom – Sophie Kinsella

9-O segredo de Emma Corrigan – Sophie Kinsella

10-A doçura do mundo – Thrity Umrigar

11-Diários do Vampiro: O confronto – L. J. Smith

12-Resgatado pelo Amor – Nora Roberts

13-A Sombra do vento – Carlos Ruiz Zafón

14-Pôr-do-sol em Sanit-Tropez – Danielle Steel

15-Segunda-feira de luto – Kathy Rechs

16-Protegido pelo porto – Nora Roberts

17-Era uma vez no passado – Nora Roberts

18-O amor chegou – Marisa de Los Santos

19-A falta que você me faz - Joyce Carol Oates


Acho que são apenas esses... (rsrsr) – Pelo menos tenho o nº de livros suficientes para ler até o final do ano. Minha meta é ler no mínimo 50. Já li 13...

Meus bebês *_* (pelo menos uma parte deles)

Não sou nada fã da Nora Roberts. kkkk


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Silêncio...





"Há tanta suavidade em nada dizer/ E tudo se entender."

Fernando Pessoa

domingo, 4 de abril de 2010

Enfim o fim...


"Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida."

Sófocles



Sempre tive muita dificuldade para me expressar. Sempre fui muito tímida e por muitas vezes deixei de falar para as pessoas algo importante ou até mesmo não tão importante, por medo ou simplesmente não saber como falar. Parece que algo me trava, bloqueia as palavras e nada sai.
Mas de uns 4 anos pra cá descobri uma forma de expressar muito do sentimento que ficava “engasgado na garganta e no peito”. Comecei a escrever...
No início passei a escrever porque me empolguei com a “modinha” das fanfics ou web novela (Como queiram). Eu lia muita fic nas comunidades do Orkut e, um belo dia, resolvi escrever uma também. Postei de bobeira, não pensava que iria dar no que deu. Eu nem ao menos imaginava que iria terminar aquela primeira história e escrever outras. (Se bem que a minha primeira – a Vuelve – já está numa 3ª temporada e eu ainda não a terminei oO)

Escrever passou a ser pra mim um meio de expurgar muita coisa ou, como disse no post anterior, um meio de libertação.
Alguns dizem que quando escrevemos vamos colocando no papel o que esperávamos das nossas vidas, tem muito da gente ali naquelas palavras. Muitas experiências, muitas alegrias, dores, insatisfações, esperança... É uma verdadeira entrega.
As personagens passam a fazer parte da nossa vida. A gente chora com eles, ri com eles, vibra, torce e sofre. Passamos, de certa forma, a viver aquela vida também por um longo tempo.

Por quase três anos eu vivi as aventuras e desventuras dos personagens da minha mais recente finalizada história – a Continuo te amando.
Essa história, na verdade, já passava pela minha cabeça a muito tempo, antes mesmo de eu sonhar em escrever. (antes escrever nem passava pela minha cabeça, só as histórias que ficavam “circulando” pela minha mente antes de dormir. Rs) Eu imaginava a história de uma mãe desesperada por uma filha e do imenso amor e do grande laço que une uma relação como essa. Então, quando terminei a minha primeira história, aquela historinha que “passeava” na minha cabeça antes de dormir, voltou a me “atormentar” e foi aos poucos criando forma.

Eu tinha o enredo, fui dando vida aos personagens e de repente já estava ansiosa para começar a escrever. No início, pensei que não ia ter muitas leitoras, pois não se tratava de um romance, a história não tinha como tema o amor entre um homem e uma mulher, falava de amor, mas o amor materno.
Não sei se foi pelo drama (adoro um drama), não sei se é porque eu tenho leitoras fiéis e amigas, o que sei é que parece que deu certo. (rsrs) Fui montando a Continuo te amando, algumas vezes à base da inspiração, outras à base da transpiração (MUITA TRANSPIRAÇÃO), mas enfim cheguei ao fim.

Sei que errei a mão, tenho consciência disso. Acho que dramatizei demais, exagerei em algumas coisas e deixei outras em aberto. Mas também acho que consegui acertar a mão em muitas coisas, consegui emocionar, consegui fazer minhas leitoras terem as minhas personagens como alguém da sua família, consegui fazer com que vibrassem, tomassem partido por elas e “vivessem” um pouquinho daquele drama familiar.
Acho que ao menos consegui mostrar que apesar do peso que a palavra mãe tem, esta além de amar incondicionalmente, além de ser devota a um filho, erra, comete enganos... É muito fácil a gente crucificar e julgar alguém, a gente achar que por aquela pessoa ter o nome de mãe, ela deve ser de certa forma “perfeita”. Mas não é bem assim... Creio que ser mãe é primeiramente ser humana, e, como todo ser humano, aprender com seus erros e acertos, principalmente com os erros. Os erros fazem parte da vida. Ah... e como fazem...

Não sei se tive mais acertos do que erros ou mais erros do que acertos na Continuo te amando. Só sei que é muito difícil dar ritmo a uma história escrita e postada desta forma. Podem acreditar... O trabalho é árduo. Quando um autor escreve um livro, ele monta toda a sua história e dá ela pronta para que possamos ler. Mas no caso de autores de fics e web novelas, não. A gente sofre a influência de vocês, quer de certa forma agradar os leitores, muda um pouco o enredo devido a algumas opiniões e, por muitas vezes, ficamos indecisos acerca do que fazer. Escrever a Continuo te amando foi um desafio, mas agora me sinto aliviada. Eu consegui! Escrevi a palavra fim ali.

Apesar de que... Um dia eu vou “pegar” essa história e revisá-la. Ela ainda não está pronta, não está acabada. Ainda não estou satisfeita. Terminei porque eu precisava terminar. Precisava fechar esse ciclo, pois já estava angustiada pela falta de tempo. Por enquanto ela vai continuar assim. Não sei se um dia eu a mostrarei pra vocês, pois não sei quando irei fazer isso.
Só espero que eu tenha conseguido passar alguma mensagem... Mostrar que apesar de tudo, o amor que aquela mãe tinha pelas suas filhas era incondicional e irrevogável, um amor que nunca deixaria de existir.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Carta à minha irmã,


É a primeira vez que te escrevo algo. Pra ser sincera, eu até já tentei te escrever algo, foi no Natal passado, mas acabei travando. Te dei o presente e nem uma dedicatória eu fiz. Que coisa feia! (rs)

O problema é que eu não consigo, muitas vezes, expressar ao certo o que sinto. Não que eu não sinta nada, sabe? Eu só não consigo “colocar pra fora”, mostrar isso.

Uma das formas que me ajuda nessa expressão do eu, é a escrita. Escrever anda me libertando ultimamente. Parece que quando a gente passa para o papel, tudo fica mais fácil. Eu, pelo menos, consigo me expressar muito melhor. Fora que não correrei o risco de ficar vermelha igual a um pimentão ou começar a gaguejar.... A vergonha é menor. (rs)

Estranho isso, não? Nós somos irmãs, temos o mesmo sangue (pelo menos parte dele), dizem que a gente é a “cara de uma, focinho da outra”, não deveria ter esse receio, essa distância, essa timidez.... Porém, a vida da gente foi um tanto, como posso dizer... “diferente”. Somos irmãs, mas não tínhamos AQUELA ligação, AQUELA irmandade, não crescemos juntas. Sabíamos que éramos irmãs... Apenas isso.

Ainda bem que com o tempo as coisas mudaram. Aos poucos, fomos nos aproximando, fomos nos conhecendo, aprendemos uma com a outra, e que surpresa a minha: descobri que temos muito mais coisas em comum do que poderia imaginar. Você passou a fazer parte da minha vida. Hoje, você é uma das primeiras pessoas pra quem eu quero contar alguma novidade, algo de importante que aconteceu comigo. É pro seu número que eu ligo quando quero dizer algo importante ou apenas pra dizer alguma besteira. Você torce por mim, vibra comigo, mas também “tira” muito com a minha cara. (tenho um sério problema com isso. Não sei por que, mas as pessoas adoram “tirar” com a minha cara)

Engraçada essa vida... Ela me concedeu um desejo que eu já tinha me esquecido. Me deu uma irmã, uma irmã de verdade! (de sangue e no sentido mais bonito da palavra – uma irmã no sentimento/amiga)

Mesmo depois de tantos anos, a vida me presenteou com isso. Uma irmã com quem eu posso compartilhar as minhas coisas, dividir as alegrias e também as tristezas. Ensinaram-me, e eu sempre acreditei nisso, que os laços que unem um irmã, são laços eternos e que durarão pra sempre, seja a circunstância que for. Fico imensamente feliz que o nosso laço não esteja mais frouxo. Ele está firme, e isso não tem preço. Espero que realmente seja pra sempre.

Hoje fazemos o que todas as irmãs “normais” fazem. (não que nós éramos anormais, ok? Eu não sou anormal. Só de vez em quando.) Conversamos horas e horas sobre assuntos sem importância, confessamos algumas dores, rimos da gente e dos outros, falamos da gente e dos outros (essa é uma das melhores partes), e você, como irmã mais velha que é, ainda faz comida pra mim. E fala a verdade!!! Eu também contribuo. Te eduquei!!! Você agora lê coisas mais interessantes. Isso que é ser irmã de verdade. (kkkk)

Brincadeiras a parte... Contar com você deu a minha vida mais luz, mais alegria, mais confiança. Ter a sua família como um pouquinho minha, também deu ao meu mundo uma nova cor, uma nova cara... Obrigada por me deixar fazer parte disso, obrigada por fazer parte de mim. Obrigada por mesmo tendo interesses, ocupações e objetivos diferentes, termos estado tão próximas, estarmos tão juntas.

Minha irmã, minha amiga, mesmo com tanto tempo para nos descobrirmos como tal, quero te dizer que o carinho que sinto por você é imenso e indescritível, pois VOCÊ é especial.

Amo você!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

De volta aos meus amigos



Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.
Mário Quintana

Há algum tempo, eu postei um texto falando um pouco sobre a minha inquietação por não ler mais como antes.
Na época, eu estava lendo Amanhecer e “sofri” para terminá-lo. Levei meses para concluir a leitura daquele livro, pois o tempo sempre era um obstáculo para tal feito. Mas enfim terminei... Esperava mais (É verdade), porém gostei do final da saga de Edward e Bela.

Após as reclamações e as reflexões acerca do meu tempo para leitura, tomei uma resolução. Eu precisava ler mais... Precisava voltar para a companhia da minha amiga de tantos momentos. Mas como fazer isso com o dia-a-dia tão atribulado? Decidi então estabelecer uma meta: Ler, pelo menos, 50 livros no período de 1 ano. Eu precisava disso, precisava de um incentivo... Então resolvi convidar e desafiar algumas amigas leitoras para essa maravilhosa aventura.
Tá difícil chegar aos 50 livros. Até agora foram lidos 11. Mas eu chego lá... Sei que chego. (RS)

Dos livros que li, alguns me surpreenderam e hoje eu me vejo uma apaixonada Chick-lits (aqueles livrinhos de “mulherzinha”). “Conheci” a Sophie Kinsella (Lembra de mim?), a Meg Cabot na sua versão adulta (A Rosa do inverno), a Rachel Gibson e o seu romance hot (Sempre ao seu lado) e a Cecelia Aherni (Onde terminam os arco-íris). Esta última quase me fez socar a tela do PC (infelizmente o dinheiro não deu pra comprar o livro).

Onde terminam os arco-íris possui um texto dinâmico e é todo escrito em forma de cartas, SMS, e-mails, bilhetes e afins, conta a história de Alex e Rosie, dois amigos de infância que a vida se encarregou de colocar tantos obstáculos e desencontros.

A história é linda, mas em certos momentos dá vontade de bater em um determinado personagem ou dar aquela sacudida e dizer: “Acorda!!! Vá atrás da sua felicidade! Não se acomode!!!”

Pobre Rosie! Não sei como ela conseguiu ser tão forte e passar por tudo o que passou... Quando tudo parecia que ia dar certo na vida dela, o mundo desmoronava e aquela mulher se contentava com fragmentos de felicidade... Ela é, definitivamente, uma sofredora. Abdicou de muita coisa na sua vida pelos outros. Mas também é uma lutadora. Apesar de tudo, ela conseguiu realizar seu sonho (mesmo depois de tanto tempo). Isso nos faz refletir que por maior que seja o obstáculo, por mais que tudo pareça dar errado, sempre é tempo para recomeçar. (Isso é tão clichê ^^)
Já Alex é um charme. Um personagem muito carismático, aquele amigo que realmente todo mundo gostaria de ter.

Bom, além da irritação por tantos desencontros, das risadas pelas tiradas de algumas frases, o livro é apaixonante. Tão apaixonante quanto a amizade de Alex e Rosie.
Onde terminam os arco-íris foi o último livro que li. (Na verdade, acabei de lê-lo) Agora só me resta começar outro. Escolher um livro na grande lista que tenho, para viajar novamente na superfície estrelada das letras de outro autor(a).

Estou conseguindo, aos poucos, voltar às minhas leituras. Estou conseguindo trazer meus amigos para perto e poder desfrutar novamente da companhia deles. Só espero conseguir chegar até o nº 50 em dezembro.



segunda-feira, 22 de março de 2010

Há sempre uma esperança...


"A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança."

Augusto dos Anjos

Segundo a mitologia grega, Pandora, a primeira mulher, é também a culpada, assim como Eva, por todos os males da humanidade. Porém, diferente de Eva, Pandora não mordeu o fruto proibido do Jardim do Edem, a sua curiosidade é que levou aos humanos tudo de mal que hoje nos aflige.

Pandora foi enviada por Zeus a Epimeteu, pois este, de certa forma, vinha a algum tempo colocando a imagem dos deuses do Olimpo em detrimento. Como nenhum deus poderia aceitar aquela situação, Zeus reuniu os deuses e eles criaram a mais linda mulher para que Epimeteu pudesse tomá-la como esposa. Ele, contrariando os conselhos do irmão, aceitou o presente vindo do Olimpo, mas junto com Pandora vinha uma caixa que continha todos os males dos quais a humanidade ainda estava liberta.

Vítima da sua própria curiosidade, Pandora abriu a caixa libertando todos os males, deixando nela apenas um simples dom – a esperança.

Muitos se perguntam por que a esperança, uma coisa tão boa, poderia estar no meio de tantos males.

Há várias interpretações para o mito de Pandora. Muitos até questionam se a esperança estava realmente lá.

Não sei dizer ao certo se havia esperança na bendita caixa, a única coisa que eu sei é que viver hoje sem esperança é quase impossível.

Quando estamos confusos, quando estamos desacreditados, quando nos sentimos mal, quando nós buscamos sentido para a vida, parece que a única coisa que nos faz levantar a cabeça e seguir em frente é esse sentimento – a esperança.

Esperança ( esperar + -ança ) Disposição do espírito que induz a esperar uma coisa que há de se realizar.

O que seria de nós se não cultivássemos esse sentimento? O que seria de nós se não tivéssemos expectativas, confiança?

São elas que nos impulsionam... É a esperança, é o acreditar que tudo vai dar certo, que vamos conseguir, pois o importante hoje não é o que você é, mas o que você quer ser, o que você vai ser.

Só desconfie do destino. Nada é por acaso... Nem sempre tudo está nas mãos do destino, às vezes, você precisa escrever o seu destino e tomar as suas decisões.

A esperança é boa, mas não podemos ficar reféns dela. É preciso realizar mais do que sonhar, viver mais do que esperar...

A esperança é necessária, porém mais importante do que ela, é acreditar em você.

É difícil, eu sei. Parece que nada vai dar certo. Parece que tudo está agindo para te fazer mal... Mas tenha certeza “nenhum fardo é pesado o bastante que você não possa carregar”.

Afinal,


"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela."

Friedrich Nietzsche


A mais brilhante estrela.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Saudade



“Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.”
Carlos Drummond de Andrade


Já tem quase um mês que você se foi e eu ainda não acredito que tudo aquilo aconteceu. Não dá pra acreditar, sabe? Não dá pra acreditar que em seis meses aquela doença foi tomando a sua alegria, foi tirando você dá gente e sem pedir autorização te levou pra sempre.
Foi difícil te ver naquele estado, foi difícil te ver em cima de uma cama, foi difícil segurar as lágrimas pra não te deixar triste. Mais difícil ainda é se acostumar a não ter você mais com a gente.
Logo você que sempre fez parte da minha vida, sempre esteve perto em todos os meus momentos... Foi uma mãe, uma avó, uma amiga pra mim.
Dói muito! Dói rever as fotos, lembrar de como éramos apegadas, dói chegar em sua casa e não poder mais dar um grito no meio da rua te chamando e não ver mais você abrindo a porta, sorridente, feliz por eu estar ali.
Eu sei que essa dor vai passar. Já passei por ela antes, sei como é isso, mas ainda não me adaptei. Meu coração ainda chora.
Você foi uma das responsáveis pelo que eu sou hoje. Eu posso nunca ter te dito isso, mas você foi.
Foi você que me ensinou a acreditar em Deus, era você que me levava na igreja e insistiu para que eu fizesse a 1ª comunhão, me levava para as procissões, me ensinava todos os cânticos da igreja, pois a sua fé em Deus e a sua devoção por Nossa Senhora era inabalável.
Era você que me levava para as festas, me fantasiava de palhacinha e apesar dos seus mais de 50 anos ia atrás do trio elétrico comigo e me levava para brincar o carnaval.
Era com você que eu viajava, era você que torcia por mim, era você que nunca sabia dizer não pra ninguém...
É por você que hoje novamente derramo lágrimas...
Sinto tanto não ter estado mais perto nestes últimos dois anos, sinto tanto por deixar o trabalho se tornar tão importante ao ponto de não poder te visitar mais vezes, sinto tanto por seus netos não te conhecerem como eu conheci, sinto tanto por não te dizer um último adeus, mas eu não conseguiria.
Não conseguiria porque simplesmente você sempre será a minha Jú... Aquela senhora gordinha e sorridente que tinha um coração enorme e muito amor pra dar.