Eu sei que estou mega-atrasada com esse post, mas desde que começaram as aulas, minha vida se transformou numa bagunça total. Já falei aqui da minha falta de tempo, sei que isso não é desculpa para não ter expressado o que sinto, mas relevem.
Ok! Vocês não devem estar entendendo aonde eu quero chegar, mas o caso é o seguinte: Na semana passada teve o dia do amigo e eu não escrevi absolutamente nada. Malmente eu falei com algumas amigas minhas no MSN e a Vaca ainda reclamou comigo porque me desejou Feliz Dia do Amigo e eu simplesmente nem percebi, porque tava tão P* da vida e só queria desabafar todos os meus problemas. Bela amiga eu sou.
Bom... Mas como nunca é tarde para dizer às pessoas o quanto elas são importante na nossa vida... Hoje escrevo para vocês, minhas amigas.
Na terça-feira passada, dia dos amigos, peguei um texto na internet e li na sala de aula. O texto tem como título “A árvore dos amigos”. O referido texto diz que “há muitos tipos de amigos e talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles”. Refletindo com os meus alunos acerca disso, pudemos perceber que a tal analogia tem muito sentido, então, comecei a pensar na minha árvore de amigos.
Minha árvore ainda não é adulta, nem grande o suficiente, não tem muitas folhas, mas as que têm são especiais, e assim como elas têm uma função importante – a mais importante da planta, pois parte dela a fotossíntese. Minha professora de ciências ficaria com orgulho agora. -, minhas amigas, hoje, também são essenciais na minha vida.
Creio que nunca tinha dado tanto valor a amizade como dou hoje. Já tive muitas amigas, não nego. Amigas de infância, amigas com quem eu brincava na pracinha em frente a minha casa, amigas com quem eu dividi bons momentos. Mas depois que me mudei, nos afastamos e hoje não tenho contato com nenhuma praticamente.
Depois vieram as amigas da escola. Amigas que estudaram comigo todo o Fundamental II e o Ensino Médio. Porém, mais uma vez a distância e a ida para a faculdade acabou nos separando.
Vieram então as amigas do curso de Letras. Belas manhãs aquelas que ficávamos no canto da sala, rindo dos outros, rindo da gente, testando os professores, querendo matar alguns professores, endoidando com artigos e monografias, passando mal com a possibilidade de apresentar um seminário... Acho que foi nesse momento que comecei a descobrir o valor de uma amizade. Foi nesse momento que comecei a valorizar tanto as pessoas que estavam à minha volta. Foi com o apoio da “panelinha” que consegui superar muitos obstáculos. Foram elas que torceram por mim, disseram que eu ia conseguir e “abraçaram” aquela guria de 17 anos que não sabia nem o que estava fazendo na área de educação. Com elas, eu aprendi a ser uma educadora. Também, como não aprender quando se tinha Mônica dizendo para eu tomar vergonha na cara, deixar de frescura e parar de ficar vermelha? - mesmo sabendo que era impossível deixar de ficar vermelha. Que saudades das palhaçadas de Marluce, da minha companheira de “vermelhidão", Milena, e da minha “mãe” – como todos diziam – Mônica, que sempre me dizia a verdade, por mais dura que fosse. Acho que ela foi uma das primeiras pessoas que me ensinou esse negócio de amizade. Ela me iniciou nessa coisa de ser amiga...
Porém, a faculdade acabou... Daí, vocês já sabem: distância e separação. Minhas amigas voltaram para as cidades delas, Mônica foi embora para Salvador e hoje só me resta a saudade daquelas manhãs.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas – isso é tão clichê! – Pessoas entram e saem das nossas vidas, as folhas das árvores caem, outras nascem e ela sempre se renova. – Ainda bem – Hoje, por estranho que pareça, a distância, me “une” a pessoas especiais.
Atualmente tenho um grupo de amigas. Amigas que foram ligadas por algo em comum – o amor pela leitura.
Histórias nos uniram e fazem com que estejamos ligadas de alguma forma até hoje. Mesmo não nos falando todos os dias – em alguns casos – como antigamente. Porém, sei que ao acessar a internet e se precisar conversar com qualquer uma delas, elas estarão ali pra mim, e eu estarei sempre aqui para elas. Seja para dar aula de literatura – rs -, para falar de séries, de livros, apenas para falar bobeira ou algo sério. Mesmo que vocês deem risada de mim e tirem muito com a minha cara, sempre estarei aqui.
Vocês fazem parte da minha árvore, assim como aquelas que um dia estiveram presentes na minha vida e por mais que não estejam tão próximas, estarão sempre no meu jardim.
Minhas amigas, colegas, irmã...
Pessoas com quem divido o meu dia-a-dia,
Que nossas árvores façam parte de uma linda floresta e que estejam sempre de pé.
